quarta-feira, dezembro 19, 2007

História real de um Natal inesquecível

Essa vai ser a última história de Natal desse ano.
Não que eu não tenha outras tantas pra contar.
Mas o fato é que as que foram escritas e lidas aqui são as que me marcaram mais, e que serão lembradas a vida toda.
Pra encerrar, resolvi contar pra vocês, a minha relação com Papai Noel.
É dele que vem todo o espírito de Natal.
É da figura do bom velhinho que me lembro primeiro quando chega o mês de dezembro.
Pois bem, minha relação com Papai Noel começou no início dos anos 80.
Não lembro a idade que eu tinha, mas lembro que pertinho do Natal, meus pais me levaram, junto com meu irmão, pra ver a decoração natalina no centro de Campina Grande.
Quando se é criança, as coisas tomam uma dimensão imensa, e eu me lembro da cidade tão bonita e iluminada, que parecia um livro de contos de fadas.
Pois passeamos pelo centro e depois fomos até o velho Shopping Center lá do Açude Novo. Alguém lembra de lá?
Numa vitrine decorada, tinha um pequeno Papai Noel.
Ele tocava uma musiquinha qualquer e sua cabeça balançava de um lado pro outro, bem devagar. A mãozinha dele estava estendida, como se estivesse pedindo alguma coisa.
Já era noite, a loja estava fechada.
Mas eu lembro nitidamente da revolta que senti com meus pais:
- Vocês não deram nenhum “dinheirinho” a Papai Noel!
Eu achei que Papai Noel pedia alguma coisa, e meus pais nem se deram o trabalho de se desculpar com ele!!!!!!!!
Chorei naquele dia e estou chorando agora escrevendo isso.
Não me perguntem o motivo desse sentimento, eu nunca saberei explicar.
Não sei por que eu chorei naquele dia e nem imagino porque choro hoje, quando vejo Papai Noel.
Tenho vontade de chagar perto, abraçar, pedir pra tirar uma foto, dizer a ele o que eu fiz esse ano, e o que eu espero ganhar de Natal.
Até meus 10 anos, a noite de Natal era a mais mágica do ano, e eu e meu irmão tentávamos ficar acordados até a hora dele chegar e colocar os presentes embaixo da nossa cama. Ficava imaginando como ele afastaria as telhas do nosso quarto e entraria pelo buraco no teto. Me preocupava saber que ele poderia despenar lá de cima, e ficava torcendo pra que ele entrasse pelo outro lado, só assim não cairia em cima de mim.
Eu nunca consegui vê-lo.
O mito só acabou quando um belo dia, eu flagrei as rodinhas da bicicleta que meu irmão ainda ia ganhar, em cima do guarda roupa de Tia Carmelita. Não tive coragem de contar ao meu irmão, e na noite de Natal, ele jura ter ouvido o barulho das renas indo embora.
Passei essa lenda pra minha filha e passarei aos meus outros filhos.
A vida adulta não é nada agradável, e não faz mal nem ao caráter, nem ao espírito, uma boa mágica de vez em quando.





Aos meus amigos, aos que me elogiaram, aos que me criticaram, aos que simplesmente deram uma passada por aqui, eu desejo que Papai Noel passe na casa de cada um e despeje uma tonelada de saúde pra correr atrás dos sonhos, e uma dose extra de sorte, pra usar naqueles casos em que já se tentou de tudo.

Feliz Natal!

5 comentários:

Jornalismo Paraibano disse...

Taty

"O velho Shopping Center lá do Açude Novo" ???????? Não me lembro disso... NÃO É DO MEU TEMPO.. hehehehehe. Feliz natal para você para os seus... foi muito bom ler seus textos durante esse ano todo... Parabéns, e que o Senhor encha a tua vida e da tua família com a sua superabundante Graça.

Abração
Lenildo Ferreira

Anônimo disse...

Ô Tatinha que pena que este foi o último. As lágrimas descem mesmo.

Painho disse...

Éramos felizes e não sabíamos.

Anônimo disse...

Que bom encontrar uma paraibana aqui.Sai dai com 8 anos sinto muita saudade.

freefun0616 disse...

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